quarta-feira, 16 de maio de 2012

A ponte que chamou a atenção de um pastor

Ora essa! O que uma ponte pode significar para alguém, além do simples fato de ligar dois pontos? A resposta é bem simples: Essa ponte foi dedicada a Charles Darwin, o idealizador da Teoria da Evolução. Nada mais sugestivo, uma ponte dedicada a esse pesquisador tão ilustre como se estivesse a dizer ou gritar sobre a necessidade de lembrarmos a “grande” contribuição que ele deu à humanidade na tentativa de ligar o nosso passado remoto como espécie comum, ao nosso presente glorioso como raça dominante. Outra pergunta veio na seqüência à vista de tal imagem: Quantas igrejas temos aqui? Perguntou o pastor. Nenhuma, respondeu seu amigo, também pastor, que acrescentou; temos aqui uma das maiores e mais antigas universidades do mundo, a Universidade de Pádova fundada em 1222 e que conta com cerca de 65.000 estudantes. E uma pergunta final surgiu: E temos algum trabalho com os estudantes aqui? Não que eu saiba, respondeu o amigo. Precisamos fazer algo a respeito, concluiu o pastor. (Essa conversa se deu entre o Pastor Steve Moore e Pastor Caio Bottega em 2009 quando passavam pela cidade de Pádova).

Com essa ideia em mente, a ideia de fazer algo em Pádova, foi que chegamos com um grupo de 15 pessoas àquela cidade em maio de 2011 com a Chiesa Baptista di Treviso, cidade próxima, a Grand Avenue Baptist Church dos Estados Unidos e a TOCA – Comunidade Cristã do Brasil, para fazer prospecção e tentar estabelecer contatos, visando a implantação de uma nova comunidade cristã relevante em Pádova e iniciar um trabalho específico com estudantes da universidade. Iniciando assim a construção de uma ponte entre os homens e mulheres de Pádova com o Criador.

Foi uma semana intensa cheia de encontros e conversas com os Padovanos, universitários e não universitários, e, num desses encontros experimentamos algo bem interessante e encorajador. Chegando na hora do almoço no refeitório da Universidade o grupo que eu liderava, deparou-se com centenas de estudantes andando de um lado para outro e aí fui questionado sobre como faríamos para abordar as pessoas. Sinceramente eu não tinha a menor ideia, contudo, sabia que não tínhamos ido até lá à toa, e sugeri que sentássemos e observássemos por um tempo afim de entender o que realmente se passava. Sob o olhar descrente da equipe e percebendo a sua frustação sugeri que orássemos pedindo que Deus nos mostrasse quem ele desejava que encontrássemos.
E foi exatamente assim; mau acabei de falar e o Tomaso, estudante de engenharia, apareceu na nossa frente e começou a falar conosco em italiano. Tinha nos visto na área e decidiu nos convidar para participarmos de uma aula de iniciação à leitura dinâmica e memorização. Depois de tentar explicar a importância do curso ele disse que não sabia ao certo por que tinha decidido falar conosco, uma vez que éramos estrangeiros. Foi aí que pude lhe dizer que na verdade, foi o Criador do universo que o havia enviado para nos encontrar. Ele não entendeu muito bem, mas pudemos estabelecer uma boa amizade e outros contatos foram iniciados a partir desse encontro.

Como dissemos, encontramos muitas pessoas, fizemos vários contatos e pudemos deixar um ponto, uma pessoa interessada que permitiu que se usasse sua casa para a realização dos encontros. Alguns meses depois foi realizado o primeiro culto da nova igreja que está surgindo, isto é, a Chiesa Baptista di Padova. Estamos em fase de fortalecer as bases do trabalho em Pádova. Essa é a razão que nos fará voltar lá, ainda por mais alguns anos com mais equipes para aprimorar o que já foi feito e fazer novos contatos.

Nosso próximo alvo é Portugal  na Universidade de Coimbra onde  nossa Igreja enviou uma missionária que tem  trabalhado naquela escola em parceria com o Grupo Bíblico Universitário (GBU).  Preciso de ajuda para essa tarefa e gostaria de convidá-lo a construir comigo.

Quem diria? Um aparente olhar desinteressado  para uma simples ponte é capaz de iniciar um movimento onde uma nova comunidade de seguidores de Jesus de Nazaré é estabelecida.
Nosso desafio é desepertar pessoas que possam  contribuir na construção de mais e  mais pontes,  mas não em nome de Darwin e sim, em nome de Jesus de Nazaré.

Paz e Bem
Zé Libério

Um comentário:

Cyntia Rosarock disse...

Muito legal o Blog, Libério!
A partir de julho, conte comigo pra participar do trabalho lá na Itália!
Vou contatar o Fabiano!
Um abraço!